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sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Dos lugares que nunca estive

Adoraria poder fazer uma dessas viagens descompromissadas com a data de retorno e com o máximo de despesas. Se eu tivesse muito dinheiro e decidisse viajar, pra onde iria?

Não tenho certeza, mas acho que começaria nos Estados Unidos. É um país de tolos, mas eu não posso deixar de considerá-lo, é mais forte que eu. Preciso realizar o idiota sonho de infância e ir aos parques da Disney, brincar no máximo de atrações possível, comprar o máximo de bugigangas coloridas possível, tirar fotos estúpidas com pessoas fantasiadas.

Depois, Nova York. Ficar pelo menos um mês na Big Apple e fazer absolutamente tudo aquilo que vejo nos filmes. Acho muito legal ver os personagens falando desesperados aos celulares carregando cappuccinos em copos de isopor. Pick-nicks no Central Park de dia e baladinhas alternativas de noite. O máximo de junk-food possível – por que eu adoro e lá tem de todas as redes pelo menos uma loja. Tirar fotos nas locações de filmes e séries que gosto. Ia ser ótimo.

Daí, iria pro Reino Unido, em resumo, me embebedar. Toda a chamada “cultura PUB” é sensacional pra alguém como eu (hipoteticamente rico e descompromissado). De dia naqueles programas de tias: visitar, ver e fotografar a cidade, os monumentos, os castelos e de noite sair e fazer brindes com canecas gigantes de chope irlandês.

Aí começaria com a parte continental européia. Passar um tempinho em Portugal e na Espanha aproveitando bastante da culinária desses lugares. Uma passada na Itália não seria nada mal pelos mesmos motivos. Na França o mesmo esquema de Nova York: repetir costume de filmes. Cafeterias bonitinhas e museus sensacionais.

Depois descia pra África. Uns 15 dias lá. Na primeira semana podia ficar em algum daqueles hotéis resorts gigantescos e luxuosos. Fazer um safári um rafting ou uma dessas bobagens – só pra falar que fiz. Aí voltava pro norte do continente e fazia aquela coisa obrigatória de celebridades de “ver a pobreza de perto”. Quem sabe adotava alguém lá!

Depois ia pro Japão. De dia comer sushi horrores e passear pelos vários lugares lindos que existem por lá. Tirar um milhão de fotos em Tóquio, meditar em campos com cerejeiras e de noite, claro, as famosas e singulares baladinhas japonesas. E comprar tudo quanto é parafernália tecnológica bem barata.

Talvez – apenas talvez – descesse ali pra Austrália, só pra ver como estão as coisas e tirar umas fotos na Opera House.

Seria demais :)

Para ouvir depois de ler: I've Seen It All - Björk