sábado, 22 de março de 2008

Criando uma tradição.

- A gente podia ter uma aranha. Aí, no domingo, a aranha deixaria bananas caramelizadas para as crianças que se comportaram durante o ano.

- Não entendi.

- É a aranha da Páscoa. As bananas simbolizam a coletividade. A aranha simboliza... Ah, sei lá o quê. E o caramelo é só para dar um docinho mesmo.

- Você não acha isso meio bizarro? Além do mais, tem gente que tem medo de aranha.

- Ah, é, ok. Vamos tentar outro. Que tal o boizinho da Páscoa? Ele deixaria para as crianças comportadas um figo.

- Figo!? Tenha dó! E outra: você acha que as crianças vão cair nessa história de boi? Como um boi vai entrar na casa delas despercebido? E com um saco de figo nas costas?

- Calma, já pensei em outra coisa. Que tal o canguru da Páscoa? Cangurus são fofinhos e amáveis. O canguru da Páscoa levaria... vejamos... bolas. Bolas de doce de leite.

- Acho que estamos perto. Mas acho bola uma coisa meio... sei lá. Vamos pensar em outra forma.

- Cubos de Páscoa?

- Muito quadrados.

- Poliedros de Páscoa?

- Muito trabalho.

- Ovos de Páscoa?

- Ótimo! “Ovos de Páscoa”!

- Então fechamos no canguru e seus ovos de doce de leite?

- Hum... Não. Canguru é muito... sei lá, local. E eu não gosto de doce de leite.

- Tá bem, que tal um lêmure de Páscoa?

- Muito bizarro. Se bem que os olhos coloridos são legais.

- Aha! Já sei! Um coelho?

- Taí, um coelho... Gostei, gosto de coelhos. O coelho da Páscoa. Que traz ovos de... hum... chocolate?

- Perfeito! Então teremos o Coelho da Páscoa, que traz ovos de chocolate para as crianças que foram boazinhas.

- Será que alguém vai cair nessa?