quinta-feira, 10 de julho de 2008

Saramago sim e amém.

Passou uma mulher perto de mim no shopping e olhou pra vitrine da livraria. Ela viu uma edição de “Ensaio Sobre a Cegueira”, de José Saramago, com uma folha colorida sobre a capa que dizia “Livro que inspirou o filme de Fernando Meirelles”. E ela disse com desdém: “Ah, agora que vai ter filme, todo mundo vai querer ler”.

Sim, muita gente vai querer ler antes do filme. Outros depois. Mas não são motivos válidos? Querer ler Saramago é um feito num país onde nem tantas pessoas lêem. Os dados mostram que 53% das pessoas alfabetizadas gostam de ler, mas sempre tem o jovem que só lê livros recomendados pela escola e o pessoal que só lê a Bíblia.

Acho cínico isso. Dizer que brasileiro não lê e depois criticar que, quando lê, é só Paulo Coelho. Enfim. Insistir que a única coisa boa nas prateleiras é Machado de Assis e Guimarães Rosa é uma perda de tempo. Eles são geniais, existem outros exemplos, mas eu não tenho preconceitos com a nova geração da literatura, sabe? Há espaço pra todo mundo de todos os tempos e gêneros. Bruna Surfistinha, Sidney Sheldon, Fernanda Young, Candace Bushnell, Nick Hornby, José de Alencar, Conan Doyle. Escolha o que você quer ler, você é livre!

Mas não me venha com essa. Não interessam os motivos que levaram alguém até um livro, interessam? O que importa é o resultado, o que aquela experiência de leitura veio a somar ou não na sua vida, no seu caráter. Deus sabe que motivos muito imbecis me levaram a livros pra lá de geniais.

Para ler depois de ler: Ensaio Sobre a Cegueira – José Saramago

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Eu acabei de nascer

As pessoas com boas notas não tinham vida social e as que tinham vida social não tinham boas notas. Essa máxima era a desculpa que eu usava para ser infeliz à minha analista. Afinal de contas, no colégio, eu não tinha nenhuma dessas duas coisas. Ainda tenho dúvidas se tê-las teria me feito feliz, mas não é essa a questão. A questão é que eu não tinha pois não queria, acho.

Pensa comigo. Eu não vou responder, mas imagine o meu conceito de vida social na quinta série. Porque eu não bebia, não saía, não usava nenhuma droga nem fazia sexo – e já vieram me dizer que existiam boatos que eu fazia essas coisas todas e as vezes juntas. Ai, ai. Então, vida social de quinta série eu tinha sim. Ia ao cinema, ia ao McDonald’s, matava aula pra comer chocolate. Não acho que havia algo errado nisso.

Eu me achava maduro demais para as pessoas ao redor. No mesmo dia que fui à escola sem ter dormido pois virei a madrugada terminando de ler “Os Miseráveis”, de Victor Hugo, ouço pessoas comentando sobre a última entrevista da Sandy. Ô preguiça. E pra alguém que aprendeu inglês sozinho, freqüentava sebos e usava o cabelo partido de lado, havia algo de político e anárquico em ter notas baixas.

A verdade é que a vida ficava mais fácil mantendo a expectativa de todos baixa. Ainda fica. Minha arma quando crescendo era já parecer estar crescido. E só confesso isso pois constatei que minha arma para negar que cresci é parecer estar crescendo. Eu não estou correndo atrás de nada que perdi, não acho que perdi nada, mas sim que há espaço para tudo.

Ler fofocas de celebridades não anula Edgar Morin. Minha inteligência não está perdida se estou sendo infantil ou nojento. Há hora e lugar para ser sério. E, como eu já disse antes, acho que aquela seriedade e importância que eu dava pras coisas quando era mais nova vinha do medo. Hoje ela vem de um lugar diferente, do reconhecimento. Que irônico: eu escolhi ler livros sobre pessoas, ao invés de interagir com elas, para poder ser levado a sério. Agora eu pouco ligo. Como disse Dr. Seus, seja quem você é e diga o que você pensa. Afinal, os que interessam não se importam e os que se importam não lhe interessam.

Eu achei que tinha me tornado adulto ali, às sete e vinto cinco da manhã e na última frase de “Os Miseráveis”. Que bobagem. Eu acabei de nascer...

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Fazendo as pazes com o futebol – não com os fãs

Futebol no Brasil é uma coisa incrível. E quando eu era criança e ativista anti-futebol me irritava com isso. A tevê dizia na Copa do Mundo que “o futebol unia todos em uma só paixão” e eu ficava indignado pois fazia questão de ficar fora disso. Não via jogos, não comemorava gols. No primeiro jogo do Brasil no Japão, eu estava no MSN e meu nick era “Vamos lá Holanda [acho que era a seleção rival], corte o mal pela raiz”.

Sabe como de repente Los Hermanos virou a banda mais chata do mundo por ter fãs chatos? É isso que aconteceu com o futebol pra mim. Dia de jogo da seleção é quase feriado. As pessoas não têm pressa na rua e atrasos ou saídas adiantadas são perdoadas. Será que isso é só por aqui? Até na fala das pessoas – se algo não foi pra frente, “ficou no zero a zero”; se você faz muitas coisas você “chuta, corre e cabeceia”.

Mas eu tenho me aventurado nos esportes ultimamente. Não jogando, claro. Sou uma negação em todos que já tentei praticar. Mas assisti algumas três partidas dos playoffs da NBA e tenho vontade de escrever sobre isso desde então. Gente, aquilo que é esporte! Eu confundo os nomes das equipes, não sei quem são as estrelas de cada time, mas me vi torcendo na frente da TV. Eu sinto que eles dominam muito a técnica do que estão fazendo e que dão tudo de si mesmo.

Então tá. Eu entendo a paixão do povo pelo futebol. Mas assim, precisam de limites. Geral com fones ouvindo um jogo de futebol durante a aula e a professora pergunta quanto está o placar! Onde já se viu isso? Cadê o bom senso? No banco de reservas esperando pra entrar em campo, eu torço.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Pharrell, vem cá, me explica?



Que tal o novo CD do trio N*E*R*D? Então, saiu “Seeing Sounds”, terceiro trabalho deles, e eu tenho tido problemas pra parar de ouvir. Eu não sei explicar muito bem. Queria conversar com o Pharrell sobre isso, acho que a culpa é dele.

N*E*R*D – pronuncie soletrando – significa no-one ever really dies (ninguém morre de verdade). Trata-se de um trio formado por Shay Haley (bateria, percussão e vocais), Chad Hugo (violão, piano, baixo e saxofone) e Pharrell Williams (vocais principais, piano, teclado, guitarra, percussão).

Caso você não esteja ligando o nome à pessoa, Pharrell e Shay são os moços que formam a dupla The Neptunes, responsável pela produção de umas boas músicas de Justin Timberlake, Gwen Stefani e de Britney Spears pré-surto. Pharrell também produziu as melhores faixas no último de Madonna, “Hard Candy”.

Apresentações feitas, vamos ao ponto: que CD bom! Os moços são excelentes em criar letras divertidas com pinceladas de seriedade. É pop, é hip-hop, é urbano, é moderno - mas tem espaço pra malabarismos vocais, baladas e solos de guitarra. O primeiro single é legal, mas não faz jus ao álbum.

Destaque pra “Windows” e “Anti-Matter”. Vontade de sair pulando pela casa sempre que ouço. Ainda não passei elas pro meu MP3 player com medo de eu não conseguir me controlar e sair dançando pela rua. Sério. “Happy” e “Know About It” também me dão essa sensação, e a última tem ar anos 80 gostoso. A balada de refrão forte “Love Bomb” também é interessante. É daqueles CDs que você passa um tempo ouvindo só três músicas, depois outras três... E no final vê que curte ele todo.

Pharrell, meu filho, como assim? O que você tem? Tudo que esse moço toca vira ouro é? Francamente... Toca aqui.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Sexo, cidade e bastante chororô



E lá vou eu enfrentar uma fila gigante pra ver “Sex and the City – O Filme” no final de semana de estréia. Deduzi que o longa teria um final surpreendente e que alguém ia acabar me contado durante a semana, então decidi ir ver logo - e nem tinha. A fila se divide em cinco tipos de pessoas: a) grupinhos de patricinhas, b) grupinhos de coroas; c) casais gays; d) casais playboy + patricinha e e) eu sozinho.

O começo do filme faz um resumão do que aconteceu durante a série na vida de cada uma delas, usando até cenas do seriado mesmo. É interessante. O filme tem umas piadas boas e uma cenas quentes boas, mas me decepcionou um pouquinho. Eu não fiquei satisfeito com o desfecho na TV, então porque estaria com o filme, já que ele começa onde a série terminou?

O que acontece é o seguinte: a série terminou com todo mundo bem. Aí fizeram um filme com o final feliz do seriado sendo quebrado e reconstruído. Pronto. 130 milhões de dólares a mais para Sarah Jessica Parker right there. Não me arrependi de ver o longa-metragem exatamente pelos motivos que fizeram muitos se arrependerem: tem menos sexo no filme. Ele está lá, claro, mas o filme tenta falar mais de amor e outros sentimentos do tipo. Achei uma tentativa... bonitinha. A comédia se transforma em drama e esse virou o ponto alto do filme pra mim – e pra todos que já passaram por algo semelhante àquilo.

Mas a melhor parte é que esse chororô todo devia ter me feito baita mal, mas eu saí do cinema leve e feliz, vendo como o que eu tenho comigo é diferente daquilo tudo que estava ali na tela. Eu estou feliz onde estou com quem estou e ansioso para o nosso futuro juntos.

Para ouvir depois de ler: CocoRosie - By Your Side

sábado, 7 de junho de 2008

- Senhor Gabriel?

Ai, pronto. Telemarketing. Tenho exatos dois segundos pra pensar em algo. Não, é engano. Ele está no banho. Ele não está. Mas algo se contorce dentro de mim, minha mente dá uma volta completa e eu só consigo dizer:

- É ele.

Pronto. A Cláudia, da Oi, vai pentelhar no meu ouvido duas horas agora. Entretanto, para meu espanto (e pra fazer uma rima básica no texto), a proposta soa interessante e é exposta rapidamente. Prometo que entrarei no site para checar detalhes da promoção e que dou minha resposta definitiva no dia seguinte, quando ela me ligasse.

Ela liga. Eu digo que não vi o site ainda. “Sabe, Cláudia, eu estou atolado de trabalhos na faculdade e não tô tendo tempo pra nada”. Ela diz que entende e pergunta se pode retornar a ligação, mais uma vez, no próximo dia. Afirmo que sim, claro, boa tarde, obrigado.

Ela liga e, desta vez, eu estou no banho. Minha irmã atende. Ela liga outra vez no dia seguinte. “Cláudia, você não vai acreditar! Eu não vi o site ainda”. Ela compreende e diz que me ligará na manhã de sexta. Chega a fatídica manhã e, pasmem, eu esqueci de olhar o site. Talvez já antecipando isso, Cláudia torna-se agressiva comigo.

- Senhor Gabriel? Estou ligando para confirmar o agendamento dos serviços.

Quando ia dizer que não tinha agendado nada, ela me interrompe e diz:

- Eu sei que o senhor não agendou nada ainda. Quis dizer o seguinte: caso você opte pelos serviços, a instalação poderá ser feita ainda hoje.

Uau, Cláudia é tão preocupada e precavida. Explico novamente o caso. Eu pago a internet e outra pessoa paga a TV por assinatura. Eu preciso ver com ela se é vantajoso trocar. Ela entende e diz que liga buscando uma resposta definitiva na segunda-feira.

Adivinha se eu já olhei o site.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Os sabores de Alanis.

Vazou há um tempo o novo CD de Alanis Morissette, “Flavors of Entanglement”. Acho que a novidade no caso é Guy Sigsworth, que já produziu Seal, Björk e Madonna. Mas impossível fazer comparações entre eles. Tem gente achando esse álbum dançante, mas é que está sonoramente mais alegre. Tem uns loops, um toque de drum’ n’ bass em algumas músicas, mas a Alanis de sempre continua ali – ou não, pois a moça está sempre mudando.

“Citizen Of The Planet” é obscura e bela, fala sobre não ter lugar fixo e como isso é confuso mas pode ser bom. “Underneath” tem um ar do álbum anterior “So-Called Chaos”. Instrumentos acústicos com guitarra bem marcada e gritos no refrão, achei alegre. “Versions Of Violence”, uma das faixas seguintes, experimenta com vozes e tem uma letra bem séria. Achei “In The Praise Of The Vulnerable Man” uma das mais bonitas. Adoro as declarações de amor dela. Fala sobre algo que precisamos dar importância: a capacidade da pessoa ao nosso lado se permitir ser vulnerável e agradece-la por isso. O ritmo é alegre e dá vontade de cantar junto.

“Moratorium” parece ter ganhado camadas eletrônicas que não foram originalmente planejadas, mas que caíram bem ali. “Torch” tem uma letra tão linda, que não consigo decidir entre ela e a de “Tapes” – que fala sobre auto-estima e auto-sabotagem; arrepio ouvindo. O álbum termina com “Incomplete”, uma música mais positiva, com malabarismos no coral, efeitos bonitinhos e uma letra genial! Me dá a oportunidade de gritar e cochichar, amo isso em Alanis. Talvez minha favorita.

Na edição de luxo do CD, teremos mais seis faixas. Entre elas, destaque para “On The Tequila” e “Orchid”. A primeira é um depoimento de felicidade aos amigos e a segunda tem uma letra doce e profunda e a voz dela esta mais bonita que nunca. Não entendi ainda porque essas ficaram de fora das 11 canções originais pro CD.

As pessoas querem que ela volte a ser bitchy como no primeiro álbum. “Jagged Little Pill” é maravilhoso, mas imitar aquilo seria dar um passo pra trás. Alanis está mais atenta, delicada e filosófica que nunca. É muito bom ver como ela amadureceu. Acho que pois isso quer dizer que o mesmo aconteceu comigo.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

A arte da tradução

Sempre achei que títulos de filmes americanos, no Brasil, são um caso à parte de qualquer discussão. Do desafiador da lógica “Meu Primeiro Amor 2” ao estraga-prazeres “E o Marido era o Culpado”, esses tradutores me tiraram do sério. E eu sempre achava que, na verdade, os títulos originais é que eram geniais demais. Daí nada em português ia ficar melhor mesmo.

Quer um exemplo? O novo filme de Wong Kar Wai se chama “Um Beijo Roubado” por aqui. Uma bosta de título, convenhamos. Pode indicar comédia romântica, sessão da tarde e pornô. Título original: “My Blueberry Nights”.

O diretor do filme ia usar torta de morango na história – então ele possivelmente se chamaria “My Strawberry Nights”. Mas ele perguntou à Norah Jones, sua atriz principal, qual a torta que ela mais odiava – e ela disse que era a de blueberry. Então ele mudou tudo e fez a pobre comer quilos e quilos de torta de... mirtilo. Sim, a tradução de blueberry é mirtilo.

Foi quando me dei conta! Pensa bem, esse filme poderia se chamar “Minhas Noites de Mirtilo”. Isso faz que até mesmo um título totalmente estúpido, como “Um Beijo Roubado”, pareça bom. Traduções literais nos títulos são ruins, manter o nome original e colocar um subtítulo também é ridículo, mas colocar um nome completamente diferente, às vezes, dá certo.

domingo, 18 de maio de 2008

Mate o entrevistado

Além de só comer miojo de galinha caipira ou tomate, ser leitor assíduo da revista “Caras”, e só me sentir confortável naquelas meias baratinhas das Lojas Americanas, tenho uma face pouco conhecida. Eu fui produtor de TV.

Ok, eu tenho 20 anos, não trabalhei na Globo. Mas ter passado sete meses fazendo matérias e produzindo um programa semanal de entrevistas foi pra lá de punk rock – nos sentidos bom e ruim da coisa. A vontade de assassinar uma boa dúzia de convidados não tá escrito. Aqueles que, por mais que a TV já tenha completado 57 anos, ainda não entenderam o procedimento de aparecer nela. Pensando nisso, me ocorreu de fazer uma lista com as duas regras óbvias. Foram instituídas lá em mil novecentos e Hebe-Camargo-Menina, mas alguns insistem em esquecer:

Fique na cadeira!
Nada de cadeiras que giram, pois o telespectador fica mareado com aquele balanço. Mete lá um sofá ou um banquinho de madeira. O fio do microfone passa por trás e deixa tudo certinho pro convidado sentado. O problema é que, depois de uma hora de entrevista, o sujeito esquece que tá na TV, fica confortável, e esquece que o apresentador despediu de você de mentirinha. Você ainda precisa ficar ali sentado pra gente fazer cenas de corte e te desconectar do microfone. Mas eles ouvem o “obrigado pela participação” e se levantam! Grrrr!

Não bote a mão no microfone!
A haste do microfone devia dar choques de 220 volts em quem encostasse ali sem ser repórter. Porque ô mania que essa gente tem de querer afagar o instrumento de trabalho do jornalista ou tomá-lo da mão dele. Quando é microfone de lapela (aqueles que ficam na gola) convidados são mestres em dar umas boas expirações altas ou encostar a mão toda hora nele, causando o famoso xugstaramrram no áudio.

Ai, ai. TV só é bom do lado de fora. E olhe lá!

sábado, 10 de maio de 2008

Não vi Homem de Ferro ou Speed Racer bebe leite.

E essa nossa vida de modernos, ein? Existem milhares de estilos musicais e gêneros de filmes mas, de alguma forma, não me parece suficiente isso. Agora há a pressão do quando também. As coisas que você vê, lê e ouve te definem de certa forma e, as vezes, também suas companhias. Mas que merda é essa: “Já ouviu o novo CD do The Fulaninhos?”. Eu respondo perguntando: “Já saiu?” e me lançam um olhar de desprezo enquanto me dão um tapa verbal: “Mas já vazou faz tipo três dias!”.

Então lá vai: Não, eu não baixei o CD dos Fulaninhos. Eu tenho baixado menos músicas ultimamente ou priorizado músicas mais antigas – e antiga quer dizer pré-anos 70, não 2005. Não, eu não vi “Homem de Ferro”. Tenho dúvidas sobre a credibilidade da história que só quero responder no conforto da minha sala, vou esperar o DVD e não me importo se “todo mundo já viu”.

Sabe, tenho o direito de decidir o quando. Tanto que acabei de ver “Speed Racer”, o novo filme dos moços de “Matrix”. Eu assistia o desenho animado nas minhas madrugadas de Cartoon Network – mescladas com “Sexy Time” do MultiShow, claro. Tinha altas expectativas e o filme não é ruim, mas talvez elas é que fosse altas demais. O caso foi que, ao invés de ver um filme de ação punk rock, me vi diante de um filme infantil com lição moral no final, com discursos pró-família unida jamais será vencida. Speed Racer comemora uma vitória bebendo leite! Mas não posso negar: foi divertido.

Para ouvir depois de ler: Get Rythm - Johnny Cash